Fotos: Wellington Cordeiro, Ricardo Avelino e Armando Ribeiro
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Noite do Vinil - Boemia
Boêmio de verdade não tem medo de chuva! A Noite do Vinil da última quarta-feira, em homenagem a Boemia, aconteceu mesmo debaixo da constante chuva que inundou diversas ruas da cidade. A própria rua das Palmeiras, local do encontro, estava tomada pelas águas. Mas isso não impediu a reunião dos aficionados pelo vinil. Quem não foi, deixou de compartilhar boas músicas nos vozeirões de Nelson Gonçalves e AltemarDutra.
Fotos: Wellington Cordeiro, Ricardo Avelino e Armando Ribeiro


Fotos: Wellington Cordeiro, Ricardo Avelino e Armando Ribeiro
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Noite da Boemia

A Volta do Boêmio (Adelino Moreira)
Boemia, aqui me tens de regresso
E suplicante te peço a minha nova inscrição
Voltei pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria, me acompanha o meu violão
Boemia, sabendo que andei distante
Sei que essa gente falante vai agora ironizar
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
Partiu daqui tão contente por que razão quer voltar
Acontece que a mulher que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho, sendo a vida do meu coração
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
Meu amor você pode partir, não esqueça o seu violão
Vá rever os teus rios, teus montes, cascatas
Vá sonhar em nova serenata e abraçar seus amigos leais
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
De saber que depois da boemia
É de mim que você gosta mais.
Na próxima quarta-feira, dia 16 de abril a Noite do Vinil vai reunir os boêmios para uma homenagem ao mestre da boemia, Nelson Gonçalves, uma das vozes mais bonitas da música brasileira. Outros expoentes também farão parte da festa, como Altemar Dutra, Vicente Celestino, Francisco Petrônio...
Boemia, aqui me tens de regresso
E suplicante te peço a minha nova inscrição
Voltei pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria, me acompanha o meu violão
Boemia, sabendo que andei distante
Sei que essa gente falante vai agora ironizar
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
Partiu daqui tão contente por que razão quer voltar
Acontece que a mulher que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho, sendo a vida do meu coração
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
Meu amor você pode partir, não esqueça o seu violão
Vá rever os teus rios, teus montes, cascatas
Vá sonhar em nova serenata e abraçar seus amigos leais
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
De saber que depois da boemia
É de mim que você gosta mais.
Na próxima quarta-feira, dia 16 de abril a Noite do Vinil vai reunir os boêmios para uma homenagem ao mestre da boemia, Nelson Gonçalves, uma das vozes mais bonitas da música brasileira. Outros expoentes também farão parte da festa, como Altemar Dutra, Vicente Celestino, Francisco Petrônio...
A vida de Nelson Gonçalves
"Este país não tem memória.
Alguém sabe quando morreu Chico Alves?
É por isso que quero ser cremado:
pra ninguém fazer xixi na minha campa"
Nelson Gonçalves
Nelson nasceu Antonio Gonçalves, em 01 de junho de 1919, na cidade de Santana do Livramento, RS. Seus pais, imigrantes Portugueses, tinham acabado de chegar ao Brasil pelo Rio de Janeiro, indo então para o Rio Grande do Sul. Quanto Tonico fez seis dias de vida mudaram-se para São Paulo, estabelecendo-se no Brás.
Pouco chegado ao trabalho, seu Manuel, o pai de Tonico, tocava violino em feiras-livres se fingindo de cego para arrecadar alguns trocados, enquanto o filho, com 6 anos de idade cantava empoleirado em cima de um caixote.
Gago, o garoto ganhou logo o apelido de Metralha, pois falava cuspindo as palavras como uma metralhadora. Durante esse tempo foi jornaleiro, engraxate, mecânico, polidor e tamanqueiro. E é com o apelido de Metralha que muda-se para Taubaté e se torna boxeur. Com 17 anos recebe a faixa de Campeão Paulista dos Meio-Médios, após vencer 24 lutadores por nocaute e ter perdido apenas duas vezes, por pontos. Foi então estudar canto acadêmico por seis anos com o maestro Bellardi, que lhe explicou que não era gago, era taquilárico (do grego takimós: respiração curta, acelerada). E foi o maestro que lhe aconselhou a ser cantor popular.
Como Antonio não era um nome sonoro, os amigos do Brás lhe sugeriram Nelson, mais melodioso. Fez um teste e foi reprovado - na hora de cantar a voz não saia, e Nelson emudeceu. Na semana seguinte nova tentativa, dessa vez um sucesso, cantando a mesma música que tentara na semana anterior, Chora Cavaquinho, de Dunga. Contratado pela PRA-5 casa-se com Dona Elvira Molla, com quem tem dois filhos. Com a guerra, a rádio promove cortes em massa, e Nelson perde o emprego, indo trabalhar como garçom.
Decide tentar a sorte no Rio de Janeiro, onde é reprovado sucessivamente em diversos programas, inclusive por Ary Barroso, que o aconselha a voltar para São Paulo e para a vida de garçom. Arrasado, ele volta a São Paulo, onde consegue um convite para gravar uma valsa de Orlando Monella e Oswaldo França, Se Edu Pudesse um Dia. Com a prova da gravação volta até o Rio e mostra o trabalho na RCA Victor. Foi contratado.
Daí para o estouro foi um minuto - o que custou foi para ganhar dinheiro, mas finalmente ele consegue, em 43 um emprego como crooner do Cassino do Copacabana Palece Hotel, após o estrondoso sucesso de Renúncia, de Roberto Martins e Mário Rossi.
O sucesso só aumentou, separado, casou-se em 1952 com Lourdinha Bittencourt, a segunda substituta de Dalva de Oliveira no Trio de Ouro. E é nesse mesmo ano que conhece seu maior parceiro: Adelino Moreira. De 1958 a 1966 inicia-se seu declínio pelas drogas - cheirava cocaína todos os dias. Em 1959 Lourdinha o abandona - em seguida ele é preso por porte de drogas. Casa-se em 65 com Dona Maria Luiza da Silva Ramos, na época sua secretária, e com a ajuda dela decide abandonar as drogas e retornar a sua carreira. Sem gravar desde 1968, finalmente a RCA o chama para gravar um disco em 1971. Daí pra frente Nelson foi juntando seus pedaços, se reestruturando, retomando o respeito de seu público. Nos anos 80 gravou com a nova geração da MPB e nos anos 90 com diversos grandes nomes do rock nacional. Morreu em 18 de abril de 1998.
Carô Murgel - http://www.mpbnet.com.br
Fonte: Stella Miranda, no encarte de Nelson Gonçalves, o Mito (3 Cds) - BMG-Ariola
A Noite do Vinil em homenagem aos 50 anos da Bossa Nova
A Noite do Vinil em homenagem aos 50 anos da Bossa Nova reuniu um grande número de pessoas, que curtiram os bolachões de Vinícius, Tom, Baden, João Gilberto, Miucha, Elis...
A noite também foi marcada pela intervenção poética de Artur Gomes, que declamou Desafinado, música de João Gilberto que marcou o início da Bossa Nova. também se fez presente a equipe de reportagem do Programa Interior.com, produzido pela produtora VCE e exibido aos sábados pela Rede Record. A repórter Ferdinanda Maia e o cinegrafista Osiel Azevedo colheram depoimentos que serão exibidos no programa do dia 19 de abril.
A noite também foi marcada pela intervenção poética de Artur Gomes, que declamou Desafinado, música de João Gilberto que marcou o início da Bossa Nova. também se fez presente a equipe de reportagem do Programa Interior.com, produzido pela produtora VCE e exibido aos sábados pela Rede Record. A repórter Ferdinanda Maia e o cinegrafista Osiel Azevedo colheram depoimentos que serão exibidos no programa do dia 19 de abril.
Fotos: Wellington Cordeiro e Armando Ribeiro
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Noite do Vinil - Clube da Esquina
A Noite dedicada ao Clube da Esquina foi uma das mais animadas, muita gente apareceu e curtiu o som dos mineiros, principalmentes de Milton Nascimento e Beto Guedes. Até mineiros que estão trabalhando em Campos, foram curtir seus conterrâneos.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Noite do Vinil homenageia 50 anos de Bossa Nova
A Bossa Nova é batida diferente do violão, poesia diferente das letras. O primeiro grande marco inicial da Bossa Nova aconteceu em primeiro de março de 1958, quando João Gilberto cantou, com a batida de violão diferente, 'Chega de Saudade', posteriormente gravada por Eliseth Cardoso, no disco 'Canção do amor demais'. A Bossa Nova, com seus 50 anos, será homenageada na quarta-feira, a partir das 22h, na Noite do Vinil. O encontro acontece na Taberna Dom Tutti, na Rua Antônio Alves Cordeiro, antiga Rua das Palmeiras. Lá iremos compartilhar músicas de Nara Leão, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Roberto Menescal, Carlos Lyra, João Gilberto, Baden Power e Pery Ribeiro.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Noite do Vinil no You Tube
Da Lapa As Mil e Uma Noites do Vinil - video produzido por Artur Gomes na Noite do Vinil Black.
http://br.youtube.com/watch?v=p5BfTPKcqm4
http://br.youtube.com/watch?v=p5BfTPKcqm4
terça-feira, 1 de abril de 2008
Clube da Esquina na Noite do Vinil
Clube da Esquina na Noite do Vinil Nesta quarta-feira, 2 de abril é dia de curtir o melhor do Movimento Musical conhecido por Clube da Esquina, e seus representantes, Miltom Nascimento, Beto Guedes, Flávio Venturini, Lou Borges e cia. A Noite do Vinil, começa às 22h no Bar Dom Tutti – Rua Antônio Alves Cordeiro, antiga rua das Palmeiras. Quem tiver vinil desses feras, leve-os para relembrar a época de ouro da mineirice.
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